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Entrevistas de música brasileira

Hélio Ziskind

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Hélio Ziskind

parte 20/25

O Rumo nunca entrou em nada

Tacioli – Hélio, novamente sobre a época do Rumo. Como era o Lira?
Hélio – O Lira era um conjunto de pessoas muito interessante, muito obstinado, batalhador. Havia um que gostava da parte gráfica, havia um que gostava de iluminação, várias pessoas interessantes ali. Mas o centro empreendedor era o Wilson, que fez realmente coisas muito boas, né? Conseguiu empreender essa coisa de ter um espaço, ter um veículo, concentrar pessoas. Foi uma alegria aquilo lá!
Tacioli – Teve alguma história curiosa de vocês lá no teatro, nesse espaço do Lira?
Hélio – Curiosa, não me lembro. Deixa-me ver… Curiosa não me lembro. Mas foi uma época muito alegre, muito feliz. Os shows eram bons. Shows até em praças, na Benedito Calixto, que foram ótimos e grandes. Depois o Wilson foi pra gravadora Continental e começou a levar gente pra gravadora. O Rumo, infelizmente, nunca entrou em nada. Era uma coisa… Não conseguimos entrar em nada, nem na Continental direito a gente conseguiu. Era uma contramão muito violenta.
Tacioli – Me falaram que o Lira poderia reabrir? Você sabe de alguma coisa?
Hélio – Não sei. Conversei com o Wilson uns tempos atrás. Não sei se ele ainda é, mas foi durante muito tempo presidente da Warner aqui no Brasil. Então, impressionado com aquelas ondas de pirataria, ele estava querendo retomar o pensamento de um teatro em Pinheiros, perto ali da Lacerda Franco, e que tivesse uma coisa mais bem feita. Ele continua tendo uma gravadora, a Atração. Então ele ainda está ativo. É uma boa pessoa e acho que ainda vai voltar à carga aí.
Tacioli – Hélio, a gente já está encerrando. Não sei que horas são… Que horas são, Hélio, por favor?
Hélio – Dez e meia.

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