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Entrevistas de música brasileira

Frank Aguiar

Frank Aguiar por Jefferson Dias

Frank Aguiar

parte 7/25

A vontade é de querer salvar o mundo

Almeida – Frank, você vê pares que compartilhem de seu discurso político no Congresso?
Frank – Eu vejo, eu vejo. Tem bons políticos. A questão é que a notícia ruim generaliza, ela rouba a cena. Eu diria que há mais bons políticos que ruins.
Almeida – Digo isso porque muito se consegue fazer por alianças, você tem que se juntar com pessoas que dividam o mesmo posicionamento e tal. Você vê alguns políticos…?
Frank – Vejo. Sem citar nomes, mas inclusive essa semana conversei com alguns parlamentares que falam, que têm um entendimento com o meu, que têm um pensamento em comum. É maravilhoso passar meia hora conversando com um parlamentar desse. Tem outros também que você não sente vontade… O cara já foi dizendo: “Olha, deputado, aqui é assim, tem que cair na linha”. Tem coisa que a gente não precisa contar, né? Mas aí nesse caso eu me afasto, vou me aliar a gente boa, gente do bem. Não preciso ser igual a… “Se não cair na reta, você não vai fazer nada.” Ser político pra ser corrupto? Não é da minha índole, eu não vou dormir! Não corro esse risco. Vou manchar uma história bonita? Não corro esse risco, não.
Tacioli – Mas falando ainda da vida política, você tem medo do fracasso?
Frank – Não, não tenho medo, jamais.
Tacioli – Não tem medo?
Dafne – O sinal do fracasso ou, pelo menos, da frustração?
Frank – Frustração, sim; tenho certeza que vou me frustrar muito, porque a vontade é de querer salvar o mundo. Tenho consciência que não vou conseguir. Porra, na minha cabeça está assim, vamos mudar esse país. E eu não vou conseguir, entendeu? Então aí vem a frustração. “Que coisa, por que não posso fazer dessa forma?” Aí você começa a pensar nos índices de desigualdade, nas coisas prioritárias que precisamos. Educação e cultura são temas que vou defender com garra. Aí começo estudar esse tema, educação e cultura no meu país. Você imagina que temos um Brasil com 190 milhões de brasileiros e quase 24 milhões, de 14 a 25 anos, ainda não sabem escrever o nome, mandar uma cartinha? Isso é grave, num país desse tamanho e rico. É um país com o maior índice de repetência. Por que se repete? Por que é o maior índice? Porque a escola não está qualificada para atrair o aluno, para que ele fique; o professor é desestimulado pelo salário que não compensa; e por tantas outras coisas. Comparo o Brasil com os Estados Unidos, que é um país de Primeiro Mundo, começo ver as diferenças e digo: “Meu Deus, como estamos atrasados”. Então, vou lá com garra, vou brigar, vou defender, vou amadurecer as minhas idéias. Vou ter uma equipe boa que vai me ajudar. Eu vou escutar a sociedade. Quero que vocês me ajudem mandando sugestões: “Poxa, Frank, você é o nosso representante, olha que idéia boa”. Sou apenas um representante e vocês têm que me usar pra isso. Se for pra fazer negócio, aí não contem comigo, não sou de negócios. O Brasil é um país maravilhoso, que conheço todos seus 27 estados, as capitais, as maiores e as menores cidades.

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