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Entrevistas de música brasileira

Frank Aguiar

Frank Aguiar por Jefferson Dias

Frank Aguiar

parte 3/25

Nunca tinha visto um prédio alto na minha vida

Tacioli – Como será seu cronograma, Frank?
Frank – Final de semana, show; e durante a semana, Brasília. Tem que fazer show até porque salário de deputado não dá para pagar pensão, não. [risos] Tem uns três pensionistinhas aí…
Tacioli – Mas aí durante a semana não tem show.
Frank – Nós vamos respeitar, nada de brincar com uma coisa dessas. Eu vou honrar essa expectativa, essa confiabilidade que muitos, que milhares apostaram. Eles esperam de mim um trabalho diferenciado e eu quero corresponder. Eu já estou trabalhando. Estou montando equipe e conversando com os futuros colegas, pra não chegar lá à toa. Eu preparei esse momento: desde os 19 anos quando fundei o partido, venho me instruindo; sempre procurei conhecer o Brasil. Quando eu viajo pra fazer meus shows, eu não chego nos hotéis e me tranco dentro de uma suíte e saio na hora do show. Que história é essa! Chego descansado, vou de ônibus ou de avião. Quero sair, quero conhecer pessoalmente como é a vida daquele município, o que comem, como trabalham, qual a fonte de renda, o que falta, o que tem de bom e de ruim. E nessa brincadeira me despertou a vontade de ser um representante brasileiro, por conhecimento de causa. Então, eu me preparei, fiz um bom curso – sou bacharel em Direito –, que dá um a noção básica de leis, de cidadania.
Tacioli – Essa formação, Frank…
Frank – Foi propositada. Antes, se eu falasse, você iam me chamar de louco. Então tenho um projeto para o futuro. Não vou antecipar pra vocês, mas ninguém duvida que não vou realizar.
Tacioli – Não é o governo?
Frank – Não, eu não vou antecipar pra vocês. [risos] Eu só quero dizer que as pessoas têm de ser determinadas, elas têm de saber o que querem, buscar os seus objetivos e se realizarem, mas com trabalho. Nada que alguém tem de fazer por você. Eu costumo dizer que 90% de tudo que nós conseguimos realizar, nós somos responsáveis; você, do seu projeto, eu, do meu. E 10% é o que está em volta. Agora, se tiver 90% seu e não tiver aqueles 10% que falta, você não consegue. Se tiver os 10% e você não corresponder também, não adianta. Quando eu saí do Piauí, há 14 anos, três dias de viagem pra São Paulo, vocês imaginam o que passou na minha cabeça. Eu nunca tinha visto um prédio alto na minha vida. Do interior, filho de matuto, matuto no bom sentido. Então foi tudo muito novo, tudo um desafio, “meu Deus, que mundo é esse, onde vim parar?”.

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