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Entrevistas de música brasileira

Frank Aguiar

Frank Aguiar por Jefferson Dias

Frank Aguiar

parte 15/25

Piauí é um berço inesquecível

Almeida – Frank, fora a família, o que você carrega do Piauí? Ou o que é o Piauí pra você?
Frank – O Piauí é um berço inesquecível. Um berço em que eu aprendi, onde tive uma educação básica que jamais vou esquecer. Os meus pais, os meus amigos… Com uma vida diferente da de hoje, o que me faz respeitar muito esse jogo da vida. O Piauí que eu sinto saudades, o Piauí que, assim como a maiorias dos migrantes, sonho em voltar, que é o desejo de todos nós. Não sei se consigo, pra cá eu vim, construí, tenho filhos, tenho uma história. O meu mundo todo está aqui; eu preciso disso aqui. Não sei se eu consigo, a não ser por meio da política. Tudo é possível. E do Piauí também, além dessas imagens boas de infância, tem aquelas não muito boas pra lembrar, porque sei o que é a casa de uma pessoa pobre que não tem comida. Presenciei muito isso. Infelizmente tem essas coisas. Quantas vezes vi a casa do meu pai cheia. Houve uma época em que estávamos morando com mais 14 pessoas. Não estou falando dos 50 que participavam daquela panela, como eu disse no início. Ele era agricultor, tem as terras dele. Ele plantava, ele enchia aqueles tubos de feijão, de milho, de arroz e a gente não passava fome. Mas, infelizmente, não eram todas as casas que tinham aquela panela cheia. E sei o que é isso, essa parte não é boa, mas é o meu Piauí. Assim como o Piauí, muitos outros estados ainda passam por essa desigualdade.
Tacioli – Isso não é exclusivo.
Frank – Mas também não posso esquecer desse lado. Talvez tudo isso me fez ser um representante do povo brasileiro.

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