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Entrevistas de música brasileira

Frank Aguiar

Frank Aguiar por Jefferson Dias

Frank Aguiar

parte 14/25

Tenho canções que falam de amor

Tacioli – Você vê o forró como uma coisa só, apesar dessas diferenças?
Frank – Sim, sim, cada um contando um segmentozinho, mas dentro de um movimento só, o forró. É o Calcinha Preta, é o Luiz Gonzaga, é o Frank Aguiar, é o Falamansa, é o Dominguinhos, é o Magnífico, o Zé (Ribeiro), enfim, cada um vem contando sua história e isso é bacana. O forró é um ritmo alegre, trata muitas vezes do tema satírico, é alegria. O sentido duplo sem maldade, o forró tem muito isso. Cantamos também muito o amor. Tenho canções que falam de amor, não sei se vocês já ouviram: [canta e toca ao violão] “Vem meu dengo, me faz um carinho / Tô precisando tanto de você / Tô me sentindo feito um menino / Que o brinquedo nunca quer perder / Prenda minha / Teu cheiro só me dá prazer / Eu tô doidinho pra roubar teu beijo / E nos teus braços pra sempre viver”. E por aí vai. Tem também: [canta e toca ao violão] “Lavô tá nova – a sátira – lavô tá nova / Mulher madura é o bicho / Lavô, enxugou, tá nova”. É muito gostoso, é alegria; essa é a nossa intenção, fazer as pessoas rirem por meio da nossa arte de cantar. Muitos criticam. “Porra, você tá esculhambando!”. Meu, deixa eu fazer as pessoas felizes, não é?
Tacioli – “Lavô tá nova” é equivalente à “Panela velha”.
Frank – É, entendeu? As brincadeiras maliciosas: [canta e toca ao violão] “Casado também namora / Casado também namora / Casado é namorador longe da sua senhora”. [risos]

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Forró
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