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Entrevistas de música brasileira

Dominguinhos

Dominguinhos por Jefferson Dias/Gafieiras

Dominguinhos

parte 17/17

Arrigo Barnabé, grande músico

Tacioli – Dominguinhos, gostaria de agradecer em nome do Gafieiras por você ter dado duas, três horas de seu tempo pra gente…
Dominguinhos – Ah, mas tem que ser! Eu que agradeço a vocês! Se um dia quiserem fazer alguma coisa assim com minha filha Liv é só falar que eu falo com ela…
Tacioli – Claro.
Dominguinhos – Uma coisa que a gente possa participar junto também…
Tacioli – Ela é a única filha que caminhou para a música?
Dominguinhos – Foi. A outra faleceu. Era bancária, foi professora…
Pavan – São quantos filhos, Dominguinhos?
Dominguinhos – Foram três. Tem dois agora: a Liv e o Mauro.
Pavan – E seis netos, é isso?
Dominguinhos – Sete netos!
Pavan – O Mauro mora no Rio, é isso?
Dominguinhos – Mora. Nasceu em Nilópolis e casou lá também, tem família, quatro filhos. E o Luquinha, que aniversaria sábado agora, dia 29, ele faz três anos. Os outros já perderam a graça, né, tudo grande.
Tacioli – Dominguinhos, obrigado mais uma vez. Só uma coisa: o Jeff, nosso fotógrafo, vai tirar umas chapas contigo… E aqui tem uma autorização (da entrevista)… Se você puder assinar, depois eu pego os dados…
Dominguinhos – Pronto. Se quiser escrever, pode escrever: José Domingos de Moraes…
Tacioli – Com I ou com É o Moraes?
Dominguinhos – É com “E”…
Tacioli – “É”?
Dominguinhos – Vocês falam “Ê”, né? [risos]
Manu Maltez – E o próximo show, quando é?
Dominguinhos – Fiz um sábado agora lá em Leme. Um show de um grande músico, o Proveta. Ele está fazendo uma semana de música para o pai dele lá em Leme. Banda Mantiqueira, todo mundo tocando… uma coisa linda!

O músico Arrigo Barnabé na época de seu disco Clara Crocodilo, lançado em 1980. Foto: reprodução

Tacioli – Ontem entrevistamos o Arrigo Barnabé.
Dominguinhos – Eita.
Tacioli – Ele mandou um abraço pra você.
Dominguinhos – Obrigado! Mudou tanto, ele tá forte, né? Quase que eu o não reconheci no Rolando Boldrin. [n.e. Programa Senhor Brasil, da TV Cultura] Ele estava cantando…
Tacioli – Cantando Lupicínio?
Dominguinhos – Cantando umas coisas, não sei de quem era, não. [risos] O bicho era arretado, né, depois deu uma sumida. Grande músico aquele rapaz!
Tacioli – Você chegou a fazer alguma coisa com ele?
Dominguinhos – Não, não cheguei, não, mas eu acompanhava de perto as coisas dele. Um músico extraordinário!
Tacioli – O que a música dele tem?
Dominguinhos – É uma música meio de pesquisa… Tem um outro grande músico, além do Hermeto, que é o Egberto Gismonti, que também faz um bocado de coisas nesse sentido… E o Arrigo ficava ali no meio deles, ali, inventando umas coisas, difíceis, bonitas. Eu sempre gostei do trabalho dele. E depois a pessoa parece que dá uma sumida, um tempo… Quando volta, volta gorda. [risos]
Tacioli – O Arrigo é santista.
Dominguinhos – É, né?! Gente fina!
Tacioli – Dominguinhos, posso tirar o microfone?
Dominguinhos – Pois não, meu irmão.

[Já sem o microfone de lapela, que fica sobre a mesa, Dominguinhos posa para o fotógrafo Jefferson Dias]

Tacioli – Dominguinhos, com quem você divide a sua casa?
Dominguinhos – Rapaz, eu moro sozinho.
Tacioli – Sozinho?
Dominguinhos – É, fui casado com Guadalupe um bocado de tempo, a mãe da minha filha Liv. A gente continua amigo do mesmo jeito, vive junto, cada um no seu canto, mas está sempre presente.
Manu Maltez – Ela mora aqui em São Paulo também?
Dominguinhos – Mora ali no Planalto Paulista. Minha filha mora pertinho de mim, na Vila Andrade. Vai a pé para a casa dela.
Tacioli – Vamos lá, então!

[Segue a sessão fotográfica enquanto parte da equipe recolhe os equipamentos]

Dominguinhos – Será que vou ver as fotos?
Tacioli – Vai ver todas, Dominguinhos!

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