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Entrevistas de música brasileira

DJ Patife

DJ Patife. Foto: divulgação

DJ Patife

parte 12/23

Namorar eu gosto demais. Mas a última namorada foi em 94

Gafieiras  Patife, fale um pouquinho dessa história do jazz em seu trabalho, principalmente nas músicas que você produziu.
Patife  Então, a história do jazz é a seguinte, que eu falei há pouco: sempre fui muito vidrado no som do saxofone. Outra coisa que comecei a fazer as músicas, de ir pra estúdio, eu pensava: “Pô, mas como que o sax alto fica daquele jeito, gordão? Na verdade, não é. São três instrumentos juntos, que é o trompete, o trombone e o sax, de repente até com um outro sax alto. Foi aí onde comecei a entrar mais. Mas quem faz jazz assim? Aí me mostraram os jazz, só que era aquele jazz mais vassourinha. Gosto mais dos jazz doidão mesmo, que andei comprando CD, e lá fora é baratinho, cara: 3, 4 libras cada puta coleção. Comprei esses dias – esse foi caro -, custou cem libras, mas é a história da Blue Note inteirinha, 7 CDs duplos, 1939/1999. Veio numa caixa de vinil, cara! É incrível, é incrível! Aí, tem somente um CD duplo que eu não gostei muito, que é um vivo, mas os outros…! Então, agora é que estou conhecendo os nomes, quem é que foram os caras de jazz.
Gafieiras  Você está em um momento de trabalho a mil hora, não?
Patife  A mil por hora, cara.
Gafieiras  Mas fora o trabalho, o que lhe dá prazer?
Patife  Puta, cara, namorar é um negócio que eu gosto demais. Mas minha última namorada foi em 94 [risos].
Gafieiras  Você tem quantos anos?
Patife  Eu tô com 26 [n.e. Idade na época da entrevista. Hoje, já carrega seus 27 anos completados em setembro de 2003], tinha 18. Foi alguém assim, que… Acho que eu amo aquela infeliz até hoje, tá ligado? Mas, enfim, não dá, cara, pra namorar, até porque sou um cara muito enjoado. Eu adoraria ser patife mesmo! Cara, você tem que ver a demora que é pra eu beijar uma mulher! Tem quanto tempo? Eu queria ter uma namorada, mas as mulheres são doidas, cara, piram! Não acreditam, acham que DJ é vagabundo. E outra: estou muito fora, em viagens e, na maioria, você não consegue levar ninguém, até porque a situação dos produtores de evento não permite comprar duas passagens, dois quartos de hotel. E nada, nada, somente no ano passado fui sete vezes pra fora do Brasil. Outro dia, mano, peguei o passaporte e vi o tempo que eu fiquei fora: gastei somente 60 e poucos dias no Brasil! Então, ninguém quer sair comigo. Puta, cara, o que me dá prazer? Ouvir música, muita música, a minha vida foi assim, muita, muita música.

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Música eletrônica
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