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Entrevistas de música brasileira

DJ Patife

DJ Patife. Foto: divulgação

DJ Patife

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Felicidade em suaves prestações

Sua vida é espelho para qualquer garoto de periferia. Não se considera músico, mas é papa de um gênero. Seu nome é sinônimo de drum’n’bass. Wagner Borges é o DJ Patife, entrevistado ideal. Aquele que adora falar. Não à toa. No fundo, ele sabe que sua história passa a integrar os anais da música eletrônica mundial. Fala sem parar. Pede água. E recomeça.

D&B de verve latina: raízes jamaicanas para uma batida criada em Londres perfeitamente adaptada ao território brasileiro. Pioneiro, Patife imprimiu calor e identidade ao gênero. Em cena, incorpora a vibração da platéia. Empatia, envolvimento total.

Podemos arriscar: hoje, a música eletrônica é a cara da periferia. São Paulo dos cybermanos e cyberminas é mais colorida ao som dos ídolos – Patife, ao lado de Marky e companhia. A cena jamais será a mesma depois de Cool steps, segundo álbum do DJ-produtor. Sucessos instantâneos definitivamente o elevaram à categoria estelar, abalaram as estruturas das pistas. Agora, cantar também faz parte da balada. Ninguém sai imune.

Adorado por gringos, manos e cybermanos, Wagner-Patife apostou em si mesmo. Ganhou o mundo para obter reconhecimento local. Em Patife, carisma e timidez convivem com o popstar. Sim, ele está entre os poucos escolhidos. Astro de milhagens, com direito a turnês regulares pelo circuito fina-flor da eletrônica mundial, o DJ inspira campanha de uísque. Talento, intuição e raça. A seguir, patifaria sem limites. O DJ por ele mesmo em quatro horas de conversa. Zona sul, família, infância, discos, viagens, amigos, parceiros, fãs, amores e dívidas. Tudo pelo drum’n brasil. Patife keep walking.

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Música eletrônica
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