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Entrevistas de música brasileira

Benjamim Taubkin

O pianista e produtor Benjamim Taubkin. Foto: Fernando Ângulo/Gafieiras

Benjamim Taubkin

parte 22/34

Minha missão é essa: poder viver criativamente

Max Eluard – E é somente por esse sentimento, por ter essa delimitação, que você não encarou o download, ou existe alguma questão ideológica?
Taubkin – Não, sabe que já há muitos anos, quando comecei a fazer essas eleições, “Isso não faço, isso faço, aquilo não isso, aquilo faço”, de poder escolher… Primeiro sempre achei que isso já era um privilégio. Pensei: “O que é o sucesso?”. O sucesso pra mim é poder escolher. Isso é uma coisa que pra mim fez sentido. O que me moveu era um sentimento: “Faz sentido ou não faz?”. Se não tenho um sentimento que não faz sentido, não faço. Pode até ser que a lógica diga que sim, que tudo…
Max Eluard – A tendência.
Taubkin – Tudo, mas é algum sentimento, falo: “Não, está bom assim. Está bom desse tamanho. Vamos assim”.
Max Eluard – É buscar uma honestidade com você mesmo.
Taubkin – Comigo mesmo, uma espécie de conforto. Eu gosto de ler, gosto de andar, gosto de viajar, gosto de, tocando, experimentar coisas diferentes. Você vai ver que aqui tem um monte de instrumentos; tento tocar um pouquinho de cada um deles. O significado da coisa tem um tamanho. Se conseguir sobreviver, está bom. A minha missão é essa: poder viver criativamente. Se um projeto cresce muito, em geral você vira escravo dele. E não é bom. Eu tenho essa imagem da chácara e não do sítio. Você planta até… Daí pronto, cresceu o café, tem demanda. “Fala com o Pedro. O Pedro está plantando café também. Vai lá, fala com ele, eu te apresento.” [ risos ]
Max Eluard – Você compra um pouco o meu, eu compro o seu.
Taubkin – Isso. E aí todo mundo…
Dafne – Todo mundo fica feliz.
Taubkin – Essa é a idéia.

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