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Entrevistas de música brasileira

André Abujamra

André Abujamra por Dafne Sampaio

André Abujamra

parte 25/26

Achei Carandiru [o filme] muito delicado

Max Eluard – André, você já teve algum bode em fazer publicidade?
Abujamra – Já, já tive muito bode. Mas já passou. Tenho que sobreviver, né?
Max Eluard – Mas hoje você encontra prazer em publicidade?
Abujamra – Encontro, porque tô em casa. Ninguém me enche o saco! [Abujamra começa a mostrar no computador alguns trechos da trilha sonora do filme Caminho das nuvens (2004), de Vicente Amorim, com Cláudia Abreu e Wagner Moura].
Almeida – Você nunca pensou em apresentar isso ao vivo?
Abujamra – Já pensei. Com orquestra e tudo mais.
Dafne – Um show com as suas trilhas, como a do
Abujamra –
Você viram Carandiru?
Tacioli – Não.
Dafne – Eu vi numa exibição-teste no Itaú Cultural, ainda sem trilha sonora, e depois no cinema. Max Eluard – Você gostou, André?
Abujamra –
Ah, eu sofri muito. O filme tem seus defeitos, mas…
Tacioli – O que você esperava?
Abujamra –
Eu esperava que o filme fosse mais pesado. Achei muito delicado.
Tacioli – E de trilha sonora nacional, o que você acha bacana?
Abujamra –
Gosto do Antônio Pinto [n.e. Autor das trilhas de Central do Brasil eCidade de Deus], meu amigo e tal. Olha o que eu achei na Internet. Africano… percussão. [Abujamra mostra no computador uma música de algum lugar da África feita somente com batidas de mão na água]
Tacioli – André, já estamos encerrando…
Abujamra –
Ainda bem, né? Duas horas, porra! Vai tomar no cu! [risos]
Max Eluard – E nem pagou direito!
Abujamra –
Nem pagou direito autoral, meu! [risos]

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