gafieiras

gafieiras

Entrevistas de música brasileira

André Abujamra

André Abujamra por Dafne Sampaio

André Abujamra

parte 12/26

Fiz um disco louco com o Pato Fu. A gravadora nem olhou!

Rosselli – Posso puxar um assunto novo?
Abujamra – Claro. Os caras não sabem mais o que perguntar! [risos]
Rosselli – Como foi trabalhar com o Pato Fu e com o Charlie Brown Jr.?
Abujamra – Bom, com o Pato Fu eu fiz um disco. Foi assim: eu estava lançando o Karnak e a Fernandinha comprou o Karnak e falou “Esse cara tem que produzir a gente!”. Aí, eu produzi o Tom Zé e o Pato Fu simultaneamente. Tom Zé em São Paulo e Pato Fu em Minas Gerais.
Rosselli – Foi o boom deles, né?
Abujamra – Foi antes do boom. Com o Dudu Marote [n.e. Produtor musical que já trabalhou com Skank, Jota Quest, Pato Fu, Mauricio Manieri, Daniela Mercury e Adriana Calcanhotto. É dono do selo Muquifo Records, especializado em música eletrônica] eles venderam 300 milhões. Comigo, venderam um disco. [risos] O disco que produzi foi oTem mas acabou. Ninguém comprou. Cheguei para os meninos e falei “O que vocês querem?”. “Eu quero que você enlouqueça! Faça uma coisa muito louca!”. Eu fiz um disco muito louco. A gravadora nem olhou para o disco. A gravadora fez assim, ó… É um puta disco legal, bem louco. E eu descobri que o meu negócio não é produção. Prefiro fazer um clipe como o do Charlie Brown… [n.e. “Hoje eu acordei feliz”, que concorreu ao Video Music Brasil, da MTV, em 2002]
Rosselli – É um Clube da Luta [n.e. Terceiro longa do cineasta David Fincher, o mesmo de Seven] que você fez.
Almeida – Snatch! [n.e. Segundo longa do cineasta inglês Guy Ritchie]
Abujamra – Snatch com Clube da Luta. Eu adoro aquele cara, o marido da Madonna, o Guy Ritchie. Foi bem em cima daquilo que ele fez. É a história do puddle. Eu peguei, escrevi o roteiro, chamei os caras que eu gostava, terceirizei e fui embora.

Tags
André Abujamra
Os Mulheres Negras
de 26